Governo do Distrito Federal
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1/10/12 às 20h39 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

Transferência de renda muda vida de família

(01/06/2012 – 19:13)

Na tarde dessa quinta-feira (31), Luciana Leão, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de São Sebastião, recebeu a visita de Irailde, que trouxe uma boa notícia: “Eu vim devolver meu cartão do Bolsa Família, porque minha família não precisa mais da ajuda”.

Irailde Fonseca é casada e mãe de dois filhos, um de 5 anos e outro de 12. Quando começou a receber a transferência de renda, ela e o esposo estavam desempregados e vivendo na casa de familiares. Durante o período em que recebeu o Bolsa Família, a vida deu inúmeras voltas: ela arrumou emprego, o filho adoeceu, Irailde saiu do trabalho, o marido perdeu o emprego e ela acabou voltando a trabalhar. Nesse período o marido começou a estudar, prestou vestibular e a incentivou a fazer também. A partir daí, ela fez o ENEM, se inscreveu no PROUNI e conquistou uma bolsa. Atualmente ela e o marido cursam o 5º semestre de Serviço Social.

Irailde conta que a situação melhorou, e que agora sua família não necessita mais do Bolsa Família. O marido passou em concurso público da Secretaria de Saúde do DF e tomou posse nessa sexta-feira (01). Ela é copeira, e com a renda dos dois é possível manter a casa, os filhos e pagar parte da faculdade. “O benefício nos ajudou muito, sem ele poderíamos ter passado fome. Acredito que outras famílias são capazes de superar as dificuldades, como nossa família superou. Eu continuo batalhando, também quero passar em um concurso, é importante investir nos estudos e não se acomodar”, completou. 

A transferência de renda, por intermédio do DF SEM MISÉRIA e do Bolsa Família, é uma maneira de garantir o direito à alimentação, à educação e à saúde. O dinheiro pode ser usado para comprar alimentos ou para qualquer outra despesa importante para o desenvolvimento da família.

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômicas (Ibase) demonstrou que 87% dos beneficiários gastam o dinheiro do benefício, principalmente, com alimentação. Além disso, a pesquisa apontou que 46% utilizam o recurso para aquisição de material escolar, 37% vestuário e 22% em remédios.

 

Famílias beneficiárias do Bolsa Família devem cumprir as condicionalidades do programa. Os pais ou responsáveis pelas crianças menores de sete anos devem: matricular as crianças e adolescentes de 6 a 17 anos na escola; garantir a frequência escolar de pelo menos 85% das aulas para as crianças e adolescentes de 6 a 15 anos e de 75% para os jovens de 16 e 17 anos.

Em relação à saúde, os pais ou responsáveis pelas crianças menores de sete anos devem levar as crianças para tomar as vacinas recomendadas, pesar, medir e fazer exames frequentemente, garantindo a saúde da criança na primeira infância.

As gestantes e mães que amamentam devem se comprometer a realizar pré-natal e ir às consultas na unidade de saúde, manter o acompanhamento da saúde da mãe e do bebê após o parto, além de participar das atividades educativas promovidas pelas equipes de saúde sobre aleitamento e alimentação saudável.

Luciana Leão contou que o momento foi muito gratificante para os profissionais do CRAS de São Sebastião. “A atitude da Dona Irailde foi um marco na minha carreira e na de todos os profissionais do CRAS, porque nosso cotidiano e é repleto de situações complexas que algumas vezes extrapolam nossa capacidade de ação. Desejo ver muitas outras Iranildes tomarem uma atitude dessas em condições semelhantes e para isso tenho uma equipe maravilhosa que está disposta a junto comigo ver e participar de outros momentos como o que vivemos ontem”, disse.

Para a coordenadora do CRAS, “Esse ato de cidadania e ética que a antiga beneficiária teve, demonstra o quanto é possível alcançar o objetivo principal do Programa Bolsa Família que é a promoção social e cidadã de uma família e que é tão erroneamente julgado como esmola ou como forma de acomodar o povo em uma condição de dependência” completou. 

Para melhor acompanhamento das famílias do Programa, os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) oferecem serviços de orientação e apoio às famílias. Qualquer mudança nas condições de vida da família deve ser informada para atualização do cadastro. As famílias devem atualizar o cadastro, pelo menos, a cada dois anos, mesmo que não tenha havido qualquer alteração nas informações dos beneficiários.

 

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