Governo do Distrito Federal
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19/01/17 às 18h12 - Atualizado em 29/10/18 às 12h07

Significados do Dia da Visibilidade Trans

O Dia Nacional da Visibilidade Trans é comemorado no dia 29 de janeiro. A data foi instituída em 2004 e representa um marco da luta por direitos, cidadania, pelo respeito à identidade de gênero das pessoas trans e à luta contra a transfobia.

No Distrito Federal a coordenação responsável por desenvolver políticas públicas para o coletivo é a Coordenação da Diversidade LGBT e o atendimento de ponta é o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) da Diversidade, ambos da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

A Coordenação de Diversidade LGBT – CODIV, localizada no 8° andar do anexo do Palácio do Buriti, é composta por quatro servidor@s, sendo a responsável por desenvolver políticas, articular, acompanhar e dialogar com governos e sociedade civil organizada, elaborar projetos e acompanhar os processos que estão tramitando em prol da comunidade LGBT.

Já o Creas, localizado na 614 Sul, no ano de 2016 acompanhou, 1.579 pessoas, sendo que 637 são transexuais, 166 travestis, 273 hetéros/outros, 248 gays, 150 lésbicas, 24 transgêneros e 13 bissexuais. O local realiza atividades lúdicas, educativas e sociais com os usuários e dispõe de acompanhamento psicossocial para os acompanhados e familiares deles. 

O lugar também promove a articulação com ativistas e grupos em defesa das causas LGBT. No ano passado a equipe composta por nove profissionais participou de 36 reuniões sempre com a pauta voltada para as melhorias neste universo. Ana Carolina Silvério, gerente da unidade, afirma que algumas das questões abordadas nestas reuniões foram temas da Conferência Distrital LGBT de 2016 e que, assim como no ano passado, os encontros de 2017 surtirão resultados positivos.

Outra ação de destaque e de grande importância foi, que desde o começo da gestão (2014), 14 órgãos públicos aderiram a política do nome social. No dia 28 de dezembro foi decretado no Diário Oficial do DF a última adesão do ano à medida, a do Ibram – Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal. Hoje, são 18 entidades públicas que permitem o uso dos servidores do nome social.

A coordenadora substituta da Coordenação LGBT do DF, Paula Benett, acredita que os avanços estão acontecendo graças ao comprometimento do governo com as ações em prol das pessoas trans. “Estamos trabalhando também para desmistificar os preconceitos. Por isso, capacitamos mais de mil servidores desde 2014. As capacitações ensinam, por exemplo, como atender uma pessoa trans”.

A vida

Assim como vários brasileiros, as pessoas Trans também sofrem para conseguir uma ocupação no mercado de trabalho, porém as dificuldades enfrentadas por elas vão além da qualificação profissional e entram na questão do preconceito. 64,8% dos usuários do Centro afirmam ser desempregados e acabam conseguindo o sustento da família no submundo, com a prostituição, por exemplo. 19,6% dos acompanhados afirmam que ganham a vida assim. Isso sem falar dos vários que assumem ter contato diário com as drogas.   “E é de suma importância frisar que a questão não é a prostituição em si. A questão é quando esse trânsito acontece por uma imposição, pois todos os outros caminhos estão bloqueados sejam por preconceitos ou falta de capacitação para receber este público trans”, completou Paula.

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