Governo do Distrito Federal
14/06/22 às 13h41 - Atualizado em 14/06/22 às 17h55

Pesquisa identifica perfil de pessoas em situação de rua no DF

Dados são divulgados nesta terça (14), pelo canal da Codeplan no YouTube

 

Em vez de retornarem todos os dias para casa, elas improvisam nos espaços públicos um local de moradia e pernoite ou vão para um dos serviços de acolhimento ofertados pelo GDF. Estima-se que 2.938 pessoas vivam assim no Distrito Federal.

 

É o que revela a mais recente pesquisa da Companhia de Planejamento (Codeplan), elaborada em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas e a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e apoio da Secretaria de Economia (Seec), sobre o perfil da população em situação de rua do Distrito Federal. O material está sendo divulgado nesta terça-feira (14), em transmissão ao vivo pelo canal da Codeplan no YouTube, a partir das 9h30.

 

Entrevistadores percorreram todas as 33 regiões administrativas do DF | Foto: Divulgação/Codeplan

Os dados apresentados na pesquisa são importantes para o desenvolvimento de ações voltadas a esse público, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha. “De posse dessas informações, a equipe técnica vai ser capaz de fazer os recortes necessários para que a atuação da política de assistência social chegue com ainda mais eficácia ao cidadão”, afirmou a gestora.

 

“A pesquisa sobre a população em situação de rua surge da demanda dos movimentos sociais que atuam com o tema, que necessitavam de informações sobre esse segmento”, aponta o presidente da Codeplan, Jean Lima. “Essa demanda foi prontamente atendida pela Secretaria de Desenvolvimento Social e pela Secretaria de Economia. Dessa maneira, pela primeira vez, o GDF e a Codeplan entregam uma pesquisa que retrata o perfil socioeconômico e dados demográficos da parcela mais vulnerável da população do DF.”

 

A pesquisa também contou com apoio técnico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e recursos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por meio de emenda parlamentar da deputada Arlete Sampaio. Os dados foram coletados em fevereiro deste ano em todas as 33 regiões administrativas do DF. Os entrevistadores atuaram em espaços públicos, serviços de acolhimento e comunidades terapêuticas. Classifica-se como pessoa em situação de rua aquela que respondeu ter dormido pelo menos uma vez nos últimos sete dias na rua ou em um serviço de acolhimento.

 

Pandemia

 

Com esse perfil, foram localizadas 2.938 pessoas, das quais 1.767 foram diretamente entrevistadas e 927 que, na mesma situação das demais, não puderam ou não quiseram responder o questionário. Do montante, 244 pessoas são crianças ou adolescentes. Outro fato que chamou atenção é que 46,3% das pessoas entrevistadas estão na rua há mais de cinco anos. Ainda com referência ao total do levantamento, 38,2% dos entrevistados afirmaram ter ido para a rua durante a pandemia.

 

Identidade e etnia

 

O estudo levantou ainda informações sobre outras características dessa população, como identidade de gênero, origem e etnia. A pesquisa mostra que, no universo das pessoas identificadas em situação de rua, 80,7% são do sexo masculino e 19,3%, do sexo feminino. Desse total, 92,7% afirmaram ser heterossexuais e 3,6% homossexuais (1,9% homens gays e 1,7%, mulheres lésbicas).

No quesito etnia, 50,4% se autodeclararam de cor parda, 20,7% pretas, 14,7% brancas e 11,6%, indígenas.

 

Migração interna

 

Mais da metade da população em situação de rua no Distrito Federal – 51,7% –  migrantes internas, que nasceram em outros estados e se mudaram para o DF em algum momento de suas vidas. Os 47,2% entrevistados restantes disseram que sempre moraram no DF.

 

Faixa etária

 

A maior parcela das pessoas que se encontrava em situação de rua em fevereiro 2022 estava na faixa de 31 a 49 anos. A maioria declarou que as principais atividades desempenhadas para geração de renda nos dias anteriores à pesquisa foram as de coleta de material reciclável, lavagem ou vigilância de carros, venda de produtos em semáforos ou mendicância.

Entre as crianças e adolescentes, 42,7% são do sexo masculino e 52,4% do sexo feminino. As informações foram fornecidas por seus pais ou responsáveis.

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