Governo do Distrito Federal
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20/05/21 às 10h57 - Atualizado em 20/05/21 às 13h00

Papel do pedagogo na assistência social será debatido em live

Profissional integra equipe que promove atendimento integral às famílias em situação vulnerável

 

 

Comemora-se o Dia do Pedagogo nesta quinta-feira (20). No âmbito da assistência social no Distrito Federal, esse é um dos profissionais que fazem parte das equipes de especialistas socioassistenciais, responsáveis por atender as famílias em situação de vulnerabilidade social. Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), o pedagogo faz um trabalho interdisciplinar com o assistente social, o psicólogo e o educador social na escuta qualificada e acompanhamento dos usuários.

 

Para entender melhor o universo e o papel do pedagogo no contexto da assistência social, a Sedes promove uma live, a partir das 9h desta sexta-feira (21). A live será transmitida pelo canal da secretaria no Youtube. 

 

A Sedes tem, atualmente, 28 especialistas em assistência social com especialidade em pedagogia, que atuam nos equipamentos socioassistenciais de atendimento à população.

Na secretaria há cinco anos, Ricardo Nascimento, pedagogo e gerente do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Samambaia Sul, vê como o maior desafio do pedagogo a busca pelo entendimento da importância do trabalho desses profissionais na Assistência Social. “A pedagogia não se limita ao atendimento à criança e ao adolescente. Nós temos competência e instrumentos para trabalhar em todas as fases da vida”, pondera.

 

Um caso ilustrativo ocorre no Cras Ceilândia. Há oito anos no atendimento às famílias, Grazielle da Silva Blanco trabalha na avaliação para a concessão de benefícios sociais. “A pedagogia tem uma visão humanizada macrossocial. É nesse sentido que contribuímos com os demais profissionais”, destaca a pedagoga.

 

De acordo com ela, é possível aplicar metodologias para identificar e trabalhar vulnerabilidades, como o uso de palavras geradoras que trazem reflexão acerca do dia a dia, bem como, também, ter competência para avaliar os motivos de descumprimento de condicionalidade do Bolsa Família.

Já Fabíola Pinheiro, do Creas Samambaia, está há 12 anos na Sedes, onde teve a oportunidade de atuar em diversas unidades, tanto no atendimento ao usuário na ponta quanto na gestão. A pedagoga trabalha na acolhida das vítimas de violência e violação de direitos. “Contribuo com meu olhar de pedagoga para empoderar as famílias a saírem da situação de violação de direitos”, explica.

 

Ao falar um pouco da sua rotina, Fabíola Pinheiro conta que não há diferenciação do trabalho dentro da equipe de especialistas. “Nosso trabalho é complementar e interdisciplinar.

Geralmente, são intervenções por prazo determinado até a família sair daquela situação, mas avaliamos caso a caso para decidir se há necessidade de manter atendimento mais próximo”, ressalta. “Cada um emprega seu conhecimento específico.”

 

Fabíola Pinheiro vai  participar da live promovida pela Sedes, ao lado de Ricardo Nascimento. Juntos, irão esclarecer ao cidadão, entre outros assuntos, como se dá esse trabalho especializado.

 

Cynthia Ribeiro

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