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1/10/12 às 20h33 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

Capacitação de servidores para enfrentar o do Trabalho Infantil

(25/05/2012 – 14:57)

A Diretoria de Serviços Especializados a Famílias e Indivíduos (DISEFI), da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, promoveu ontem, dia 21, a capacitação “Exploração do Trabalho Infantil: Ações e Enfrentamentos” no Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) da Estrutural.

A ação contou com a participação de Remom Matheus Bortolozzi, pesquisador do Núcleo de Estudos Marxistas da Universidade Federal do Paraná e do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Brasília, e foi voltada para os serviços de convivência da Região Administrativa da Estrutural. Participaram os educadores e as educadoras do Centro de Convivência (COSE) da Estrutural, a equipe técnica do CREAS-Estrutural, a Associação Viver e o Coletivo da Cidade.

A palestra foi direcionada para subsidiar a elaboração de ações de enfrentamento ao trabalho infantil na região da Estrutural e integra as ações da DISEFI voltadas para o dia 12 de junho, o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

O Pesquisador Remom Matheus narrou experiências de enfrentamento ao trabalho infantil no município de Curitiba – PR, especialmente na Vila Sandra, região da cidade de Curitiba com grande incidência de trabalho infantil envolvendo a coleta de recicláveis. O pesquisador apontou a importância de que as ações dos serviços de convivência não sirvam apenas para afastar a criança ou adolescente do trabalho infantil, mas que é fundamental um trabalho educativo que promova a reflexão e aprendizagem crítica sobre o mundo do trabalho. “É preciso afastar a criança do espaço de trabalho para sua proteção, mas sem esquecer de estimular também uma consciência crítica sobre o trabalho e sobre o porquê eles e elas precisam trabalhar, por qual motivo que sua força de trabalho e de seus pais são exploradas.”

Remom Matheus compartilhou, ainda, estratégias lúdicas de aprendizado com crianças e adolescentes do mundo do trabalho, visando investigar os modelos de trabalho que eles e elas conhecem (do pai, mãe, familiares e da comunidade) e promover consciência de outras formas de trabalhos e da organização social do mundo do trabalho. Para ele, os espaços lúdicos promovidos pelos serviços de convivência devem afastar as crianças e adolescentes das situações de violação de direito, e garantir a reflexão e a mobilização, promovendo seu protagonismo político. “Os meninos e meninas precisam pensar, compreender, falar e agir coletivamente sobre o trabalho infantil”, finalizou.

 

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