Governo do Distrito Federal
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28/11/12 às 13h40 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

Sedest apresenta o Miss na Rua

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A Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda realizou, nesta segunda-feira (26), o desfile e a coroação de nove mulheres participantes do Projeto de Arte e Educação Social “Miss na Rua”. Desenvolvido por meio do Núcleo de Abordagem Social de Ceilândia (Nuaso), o projeto piloto é parte da política pública do GDF de inclusão social para a população em situação de rua e contou com o apoio da primeira-dama do DF, Ilza Queiroz.

O evento teve início com apresentação da banda de forró de rabeca, “Chinelo de Couro” e contou com a presença da Secretária da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amâncio, de Wagner Soares, representando o Vice-Governador, Tadeu Filippelli, da primeira-dama, Ilza Queiroz, Ismar Cruz, administrador do Taguaparque, e do Secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Daniel Seidel.

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Ilza Queiroz cumprimentou as misses e parabenizou todas pela coragem. “Como mulher eu compreendo a luta de vocês. Nós mulheres temos a força de conduzir a nossa família e a coragem de batalhar pelo direito de vocês, de seus filhos e de seus companheiros. Corram atrás dos sonhos de vocês, tenho certeza que irão alcançá-los.”, disse.

Plínio Fernandes, coordenador do Nuaso, falou sobre o Núcleo e o Serviço Especializado de Abordagem Social e explicou como funciona o atendimento. “O processo de saída das ruas perpassa pela criação de vínculo com as pessoas em situação de rua, compreendendo-as como sujeito de conhecimento, de desejos e de direitos. Nossa intervenção baseia-se nesse tripé e, assim, buscamos o empoderamento desses cidadãos para a superação da violação de direitos”, disse.

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“O projeto mostra a primeira etapa de uma intervenção de longo prazo: Valorização da autoestima, autocuidado, identidade, autoconfiança; a partir daí traçamos um projeto de Educação Social envolvendo outras políticas públicas, como educação, habitação, saúde”, completou.

O Secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Daniel Seidel, elogiou o trabalho desenvolvido pelos educadores sociais e se comprometeu a continuar apoiando as ações desenvolvidas pela Subsecretaria de Assistência Social. “Parabéns a toda equipe da Sedest, que construiu, fez e aconteceu. O projeto me encantou desde a primeira vez que ouvi sobre ele, e percebi nesta oportunidade a chance de ver reconstituída, recontada a história e a memória de cada uma de vocês. O Miss na Rua mostra a beleza de mulheres que estão sobrevivendo e lutando para viver com dignidade aqui no Distrito Federal”, disse.

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Durante o evento, foi lançado o Boletim “Sedest Informa – Edição Especial Miss na Rua”, com textos produzidos pelas misses durante os encontros realizados no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Ceilândia. A evolução das alunas foi registrada pela artista plástica e educadora social da Sedest, Karla Cíntia Silva Lourenço, em telas que foram expostas no Hall do Taguaparque no dia do desfile.

Luciano Nunes, educador social do Nuaso, encerrou o evento, com apresentação de voz e violão.

Cíntia Armond, de 23 anos, deu a luz na madrugada de segunda para essa terça-feira. A pequena Mel nasceu com 52cm e 3,8kg.

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O Miss na Rua

Desde abril deste ano, elas se encontram uma vez por semana, no Centro de Referência da Assistência Social de Ceilândia, para participar de oficinas e debates voltados ao resgate da autoestima e da cidadania. O avanço do projeto atraiu parceiros e doações. Entre elas, uma sessão de fotos em um estúdio do Lago Norte, que teve a produção totalmente montada com os presentes que as modelos receberam de apoiadores do projeto. O Projeto “Miss na Rua” busca compreender o perfil, as motivações e as expectativas dessas mulheres que se encontram na rua.

A proposta não é realizar um concurso de beleza, mas utilizar questões relacionadas ao imaginário social que aludem ao feminino, à beleza, aos valores do autocuidado, da autonomia e de projetos de vida. É uma estratégia que busca dar voz a essas mulheres, visibilizando seus direitos e necessidades, contribuindo para superação de estigmas e discriminações sofridas pelas pessoas em situação de rua e pelas mulheres.

O projeto piloto foi desenvolvido com 10 (dez) mulheres em situação de rua, moradoras das Regiões Administrativas de Taguatinga e Ceilândia, por meio de oficinas temáticas que promoveram a autoestima, o autocuidado, criando condições para a superação da situação vivenciada e a reconstrução de vínculos familiares e comunitários.

As oficinas temáticas procuraram trabalhar temas do universo feminino vivenciado nas ruas do Distrito Federal, tais como: família/convivência familiar, trabalho, cuidado pessoal, saúde, dependência química, valores culturais, educação, lazer, violência, beleza e vaidade, com a finalidade de iniciar a construção de um novo projeto de vida para as mulheres. As participantes também foram inseridas no Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) e continuarão sendo acompanhadas pelo CREAS Ceilândia.

As mulheres do Miss na Rua participaram ainda de oficina de automaquiagem, de Pintura, de passarela e de ensaio fotográfico. Tais encontros foram registrados e viraram um pequeno documentário. Além disso, cada uma das participantes receberá um book de seu ensaio.

Núcleo de Abordagem Social (Nuaso)

O Projeto “Miss na Rua” foi desenvolvido pelo Núcleo Especializado de Abordagem Social de (Nuaso), unidade especializada da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) que realiza o trabalho de abordagem social para indivíduos em situação de rua, prioritariamente nas regiões de Taguatinga e Ceilândia.

O objetivo do serviço ofertado pelo núcleo é construir o processo de saída das ruas e possibilitar condições de acesso à rede de serviços e a benefícios assistenciais. A equipe é composta por educadores e educadoras sociais de rua que desenvolvem atividades educativas nos locais com incidência de pessoas em situação de rua, visando despertar o desejo de saída das ruas, o desenvolvimento de habilidades para o fortalecimento da autonomia, a reconstrução de vínculos familiares e comunitário e a superação das violações de direitos.