Governo do Distrito Federal
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27/01/20 às 15h09 - Atualizado em 17/02/20 às 16h34

Creas é referência no atendimento a vítimas de violações de direitos e violências

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O atendimento continuado é destinado a pessoas com deficiência, idosos, e vítimas de violência física, psicológica e sexual, entre outras

 

Unidades cobrem quase 100% do território nacional. Ronaldo Caldas/MC

Famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social, com violação de direitos, podem encontrar atendimento em todo o País, em mais de 2,6 mil Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) – essa quantidade representa a cobertura de 96,4% dos municípios com mais de 20 mil habitantes. As unidades ofertam atenção psicossocial, além de orientação jurídica e social. Também são realizadas ações de mobilização para o enfrentamento de violências e de violações de direitos.

 

Podem ser atendidos nos centros pessoas com histórico de violência física, psicológica e negligência; violência sexual; afastamento do convívio familiar devido à medida de proteção; situação de rua; abandono; trabalho infantil; discriminação por orientação sexual, raça ou etnia; e descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família em decorrência de violação de direitos.

 

O indígena Gilberto da Silva, da etnia Fulni-ô, buscou apoio no Creas Diversidade de Brasília. Ele ressalta a relação com os profissionais da unidade, que fazem a diferença na hora do atendimento. “É muito importante porque ajuda muito a gente que precisa, principalmente nós, índios. O atendimento de todos aqui é muito bom, não tem nada do que reclamar. Eu encontro aqui amizade, as pessoas muito educadas, que sabem acolher as pessoas e pra mim isso é o suficiente”, disse.

 

O Creas garante atendimento sistemático e continuado às famílias, buscando a inclusão dos cidadãos em serviços socioassistenciais ou em programas de transferência de renda como o Programa Bolsa Família. Ao atuar com profissionais capacitados, o centro amplia a proteção social e o acesso a direitos. Aos 28 anos, Charlote Bruna de Jesus conta que recebe o apoio do centro, no seu dia a dia, há 10 anos. “É onde eu tenho uma ajuda muito grande. É um avanço porque posso contar com a ajuda da assistência social”, contou.

 

Nos centros especializados, ainda é ofertado o Serviço de Proteção Social Especial, destinado a pessoas com deficiência e idosos, incluindo os familiares. Também são atendidos adolescentes que estejam cumprindo medida socioeducativa de liberdade assistida e de prestação de serviços à comunidade.

 

De acordo com a diretora do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério da Cidadania, Maria Yvelônia Barbosa, os serviços têm o objetivo de promover o protagonismo das pessoas vítimas de violência e de situações de risco, abandono e negligência. “O que buscamos, por meio da política de assistência social, é a autonomia dessas famílias. Que elas possam conhecer seus direitos, possam compreender possibilidades e progredir na vida, na convivência familiar e comunitária”, destacou.

 

Tipos de atendimento Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas):

– Violência física, psicológica e negligência;

– Violência sexual;

– Afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medida de proteção;

– Situação de rua;

– Abandono ou negligência;

– trabalho infantil;

– Discriminação por orientação sexual e/ou raça/etnia;

– Descumprimento de condicionalidades do programa bolsa família em decorrência de violação de direitos;

– Cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto de liberdade assistida e de prestação de serviços à comunidade por adolescentes, entre outras.

 

Saiba Mais

O Creas pode ser acessado de forma espontânea ou por encaminhamento de diferentes áreas, bem como por outros órgãos do sistema de garantia de direitos, como o Cras, o Conselho Tutelar, o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Defensoria Pública. Caso o município não tenha a unidade especializada, os usuários devem procurar o setor da Assistência Social local para atender à demanda.

 

Com informações do Ministério da Cidadania