Governo do Distrito Federal
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27/09/12 às 19h06 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

Centro de Referência de Assistência Social pode ser modelo para o Chile

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(28/07/2011 – 15:19)

 
Técnicos do Ministério do Planejamento do Chile estão em missão de prospecção no Brasil para conhecer os programas sociais do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com o objetivo de elaborar projeto de cooperação técnica entre os dois países. Nesta quarta-feira (27), eles visitaram o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), e o Restaurante Comunitário de Itapoã, ambos mantidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal.
A missão pretende conhecer as experiências brasileiras de construção, implantação, monitoramento e avaliação das políticas públicas na área social. De acordo com os técnicos, o Chile tem 2 milhões de pessoas pobres, dos quais 700 mil em situação de extrema pobreza. O país demonstrou interesse pelo modelo do Sistema Único de Assistência Social (Suas), pela política de segurança alimentar e nutricional, pelo Programa Bolsa Família e pelo Plano Brasil Sem Miséria.
Durante a visita ao Itapoã, eles conheceram o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) oferecido no Cras (cofinanciado pelo MDS) e acharam interessante o modo como é feito o atendimento dos beneficiários dos programas sociais. No Chile, não há unidades para atender à população. As equipes fazem visitas domiciliares.
“O Cras atende mais pessoas porque é aberto à população. Estamos pensando em transferência de renda, queremos conhecer melhor o Bolsa Família, os Territórios da Cidadania e a inclusão financeira”, comentou Isabel Thomas, assessora do Fondo de Solidaridad e Inversión Social, serviço do governo chileno para a superação da pobreza.
O Cadastro Único e o Bolsa Família foram considerados excelentes ferramentas para a redução da pobreza. “O cadastro é uma ferramenta de boa condução, que identifica a população que queremos alcançar. O mais importante é o cumprimento das condicionalidades, não o dinheiro. As contrapartidas eram algo sobre o que não tínhamos muita clareza e se realizam bem por meio do Cras. O Cras é a peça que faltava no quebra-cabeça para entendermos como se dá a trajetória completa da população vulnerável na política brasileira”, afirmou Andrés Agurto, técnico do Ministério do Planejamento chileno.
 
A missão também visitou o Restaurante Comunitário de Itapoã, onde conheceu a cozinha e almoçou por R$ 1. O local atende média de 1,8 mil pessoas por dia – na sexta-feira, dia de feijoada, são mais de 2 mil refeições. “Estava delicioso”, elogiou Agurto, após experimentar arroz, feijão, peixe frito, pirão, omelete com legumes, salada, suco e, de sobremesa, uma maçã.
 
 
Fonte: André Carvalho e Cristiane Hidaka Ascom/MDS