Governo do Distrito Federal
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1/10/12 às 20h16 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

Câmara Legislativa debate situação da população de rua

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(16/04/2012 – 15:37)

Na última quinta-feira, 12 de abril, uma comissão geral da Câmara Legislativa se reuniu para debater a situação da população de rua do Distrito Federal.  A iniciativa partiu da Deputada Distrital Arlete Sampaio, e contou com a presença do Secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF, Daniel Seidel, da professora de Sociologia da UnB e coordenadora do Projeto Renovando a Cidadania, Maria Salete Kern, da Chefe do Departamento Psicossocial da Defensoria Pública do DF, Dra. Ingrid Quintão, além do Coordenador do Fórum Permanente da População em Situação de Rua do DF, Jacinto Mateus de Oliveira.

Motivada pelas recentes agressões contra a população de em situação de rua no Distrito Federal e no Brasil,  a audiência inovou ao contar com a presença da pesquisadora da UnB e coordenadora do projeto Renovando a Cidadania, Maria Salete. O projeto realizou um levantamento detalhado da população de rua do Distrito Federal, identificou causas, buscou  informações que permitiram compreender melhor a situação dessa parcela da sociedade e que serviram de subsídio para a elaboração de políticas públicas específicas para essas pessoas.

Salete acrescentou informações fundamentais para o debate sobre a situação da população de rua. Ela destacou que a maior parte dessa população é trabalhadora. “Cerca de 70% das pessoas em situação de rua são catadores de papel, guardadores e lavadores de carro. Apenas10% sobrevivem de esmolas”, disse.

Ingrid Quintão afirmou que a Defensoria Pública do DF também está engajada no processo de incluir socialmente essas pessoas e deu destaque ao projeto itinerante, realizado em parceria com a SEDEST. Para a defensora, a iniciativa dará uma resposta à demanda da população em situação de rua por acesso a atendimento jurídico. “A van do projeto percorrerá o DF com equipe formada por um defensor, uma assistente social e um psicólogo. Será possível atender de maneira mais efetiva as necessidades da população de rua. É importante que essa parcela da sociedade tenha acesso aos seus direitos, e que quando sofra alguma violência, tenha algum direito violado, se sinta confortável em acionar a Defensoria Pública”, completou.

Para Daniel Seidel, o caminho para a construção de uma sociedade mais justa é longo, mas ser a primeira unidade da federação brasileira a elaborar uma política específica para população de rua é um avanço. “A dívida do Estado Brasileiro com os mais pobres é enorme, e para superá-las são necessárias políticas estruturantes. Os equipamentos públicos que serão inaugurados reconhecerão a população em situação de rua como sujeito de direitos. Todos os setores estarão envolvidos, procurando soluções efetivas”, finalizou.