Governo do Distrito Federal
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29/10/18 às 10h39 - Atualizado em 29/10/18 às 15h52

A FÁBRICA SOCIAL, O FUTURO DAS NOVAS COSTUREIRAS

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Na manhã desta quarta feira,  (24/10) 220 novos alunos foram recepcionados para os cursos de qualificação e capacitação em corte e costura de vestuário e material esportivo, na Unidade 2 da Fábrica Social. Os novos alunos  foram recebidos por outros 150 alunos, veteranos, que estão partipando das aulas teóricas e práticas, monitoradas por professores do Senai, mediante um convênio firmado entre a Fábrica, Sedestmidh, e o Senai.

Os cursos são voltados à pessoas mais vulneráveis; idosos, mulheres e jovens acompanhados pela Vara da Infância e Juventude. Outra exigência é que o candidato esteja inscrito no CADÚNICO, receba Bolsa Família e o DF SEM MISÉRIA.

 

“Minha expectativa é crescer, aprender para montar minha empresa e assim, hoje eu  posso sonhar”, disse Jaíne Nayara, 19 anos, que  no período matutino, ingressou no curso de corte e costura em malhas, na Fábrica Social.

Leydiane Alves de Oliveira, já se apresenta como “futura costureira”, frequenta o  curso de corte e costura desde o início do ano e , satisfeita disse que mudou muito a vida dela. “Os professores excelentes fizeram despertar algo que eu  não sabia que poderia fazer”, disse Leydiane. E costurando, Leydiane também aprendeu uma terapia que a  tem ajudado no controle da depressão, disse a aluna.

 

 

Os alunos, como  Leydiane e Jaíne,  frequentam por até dois anos capacitando-se para uma profissão e  a inserção no mercado de trabalho. Mas  recebem também outros incentivos. Eles têm Auxílio Transporte e Alimentação e uma Bolsa pela produção. São oferecidas linhas de crédito do Prospera e, pelo empreendedorismo criam  seus próprios negócios ou, podem se  organizar  em cooperativas  para encaminhar a produção à iniciativa privada. Por isso na grade curricular os alunos têm ainda aulas de informática, administração e gestão de negócios, visando a formação integral.

 

No discurso de abertura, o subsecretário Sebastião Melchior lembrou das ações que estão sendo adotadas para o encaminhamento desses alunos ao mercado de trabalho. Citou o projeto de Incubadoras Sociais já está sendo concluído para criar parcerias com empresas que poderão receber  e encaminhar parte da produção.

Uma portaria foi  assinada na semana passada pela secretária Ilda Peliz, da Sedestmidh que permitiu a correção de valores que serão pagos pelas peças produzidas pelos alunos, como incentivo à qualidade da produção. “Isso não ocorria desde 2001, quando foi instituído o Projeto Social da Fábrica”, concluiu Sebastião Melchior.  Os alunos aprendem, há um ganho para eles e para o governo. A produção pode suprir demandas como entregas de lençóis e vestuários dos hospitais e uniformes para atividades escolares.

 

Marco Antonio Secco, Diretor Regional do Senai , no  encerramento da cerimônia disse que essa realização transforma a vida das pessoas com emprego, renda e cooperativismo. Esse é o caminho, disse ele. E recomendou para que os alunos aproveitem muito o conteúdo  em todos os módulos do curso, pois será apresentada uma diversidade que permitirá a inserção dos alunos em vários nixos do mercado de trabalho.

 

 

A Secretária da Sedestmidh, Ilda Peliz, que atua também como voluntária e por 20 anos foi presidente da ABRACE, lembrou da importância do cooperativismo. Durante a a gestão dela, pais de crianças em tratamento do câncer,  incentivados por um projeto que ela conheceu na Paraíba, eles aprenderam o ofício de mosaico e passaram a trabalhar melhorando a renda da família. “Essa, sempre foi a minha  preocupação, de fazer algo para que que mais pessoas fossem alcançadas pelo benefício do meu trabalho”, disse Ilda Peliz. E elogiou a linha de ação da Fábrica Social.

 

No período  vespertino, uma outra turma de 220 alunos foi recepcionada para o início dos cursos, de corte e costura de vestuário e produtos esportivos, seguindo a mesma grade curricular oferecida aos demais alunos.

 

Por Claudia Miani