Governo do Distrito Federal
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29/10/18 às 11h42 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

A cultura dos Quilombos ajuda na inclusão social de jovens do itapoã.

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Abayomi, em Iorubá significa boneca negra e traz votos de felicidades e alegria.

Abay, encontro. Omi, precioso.

Era assim que as mulheres originárias da Costa do Marfim, Nigéria, Togo e Benin distraiam os filhos nas infindáveis viagens no interior dos Tumbeiros, pequenas embarcações procedentes da África para o Brasil, cujo destino era a escravidão. Por isso, o símbolo é de resistência desse  amuleto fabricado com pedaços de tecidos trançados, rasgados das vestes das mães escravas.

Contadoras de histórias relembravam a tradição enquanto reproduziam a técnica do Abayomi  aos moradores do Itapoã, quando chegamos para uma visita.

Na manhã desta quinta-feira,(02/08), a história emocionou a todos que acompanharam a Secretária de Estado da Sedestmidh, Ilda Péliz  ao Projeto Cultural de Raiz dos Quilombos. Acompanhada do Subsecretário  de Igualdade Racial, Victor Nunes a secretária veio conhecer o trabalho de inclusão social.

As casas  de Adobe, pintadas à mão e com iluminação natural. Garrafas de vidro colorido permeiam a luz do sol, reconstroem o ambiente de outrora e servem de espaços para a projeção de filmes, oficinas de dança, percussão e artesanato com argila e tecidos.

 

O Projeto que resgata a cultura dos Quilombos é mantido com doações da comunidade e tem o incentivo da Terapeuta, Glaucia Abreu.

 

A história dessa gente que é a prova da resistência, hoje motiva o resgate de  jovens e os retiram do convívio  com as drogas e do abandono das escolas.

Cerca de 60 crianças e jovens, no contraturno da escola, participam diariamente das atividades.E enquanto os mais novos aprendem, as mães e avós aproveitam da convivência e a socialização.

O som dos tambores da arte inclusiva de Celinho do Batuk- como se apresenta o mestre e curador social-  já é conhecido em vários países da América do Sul.

Em breve estarão embarcando para o Chile, para uma nova excursão, onde a arte inclusiva já faz sucesso por lá .

Por,  Claudia Miani